
Black Friday
Black Friday é um termo criado pelo varejo nos Estados Unidos para nomear ação de vendas anual, que acontece sempre na última sexta-feira de novembro após o feriado de Ação de Graças.1
Há vestígios de que a denominação surgiu no início dos anos 60 na Filadélfia2 , quando a polícia local chamava de Black Friday o dia seguinte ao feriado de Ação de Graças. Havia sempre muitas pessoas e congestionamentos enormes, já que a data abria o período de compras para o natal. O termo já foi associado com a crise financeira que atingiu os Estados Unidos em 1869. Também passou a ser usado em 1966, mas só se tornou popular em 1975 quando o uso do termo passou a ser conhecido por meio de artigos publicados em jornais, que abordavam a loucura da cidade durante o evento. Já se referiu ao período de conforto financeiro para os varejistas. No início de 1980, foi criada uma teoria que usava a cor vermelha para se referir aos valores negativos de finanças e a cor preta para indicar valores positivos. O período negativo correspondia ao período de janeiro a novembro e o lucro acontecia ao dia seguinte ao Dia de Ação de Graças e permanecia até o final do ano. Alguns anos depois, Black Friday era o nome usado pelos varejistas para indicar o período de maior lucro3 e desde então é a data mais agitada do varejo no país. No dia do evento muitas lojas abrem bem cedo, algumas com até quatro horas de antecedência para atrair maior número de consumidores e oferecer os menores preços. Milhares de pessoas aguardam em filas enormes.4 Embora não seja um feriado, muitas pessoas ganham o dia de folga e se tornam consumidores com grande potencial. O dia também é conhecido por dar início à temporada de compras de natal. A popularidade do evento é grande, muitos consumidores consideram os descontos oferecidos mais atrativos do que os natalinos. A ideia vem sendo adotada por outros países como Canadá, Austrália, Reino Unido, Portugal,Paraguai e Brasil.
O volume de vendas é impressionantemente alto, visto que os descontos são realmente verdadeiros e os empresários americanos querem se livrar do estoque antigo para recebimento de novas mercadorias para venda no período natalino(4 semanas)
Black Friday no Brasil
O Black Friday chegou ao Brasil em 2010, por iniciativa de uma empresa especializada em busca de descontos. O primeiro Black Friday do Brasil aconteceu no dia 26 de novembro e foi totalmente online. A data reuniu mais de 50 lojas do varejo nacional.5
Os descontos oferecidos no Brasil foram mais modestos que os americanos, chegando a 40% em produtos de diferentes categorias. Assim como nos Estados Unidos, também acontece anualmente na quarta sexta-feira de novembro. Há registros de que o evento também aconteça em lojas físicas, pelo menos no Brasil [carece de fontes]. O terceiro Black Friday ocorreu em 23 de novembro de 2012, em mais de 300 lojas virtuais e foi a primeira vez que lojas de decoração participam do evento.6 7 8 As empresas Extra, Ponto Frio, Submarino, Americanas.com, Wal-Mart, Saraiva e Fast Shop também foram notificadas pelo Procon por indícios de maquiagem nos descontos.
Grandes empresas do e-commerce, como Netshoes, Walmart, TAM, Marisa, Sony, Cia Hering, Máquina de Vendas e Tiguana se reuniram em São Paulo, para o evento que orienta e discute a preparação de todos os setores envolvidos no Black Friday, ação promocional com foco em descontos que esse ano acontece no dia 29 de novembro.[carece de fontes] Não existe site oficial do Black Friday no Brasil, nem nos Estados Unidos. A expectativa entre os varejistas e organizadores do Black Friday é de que a edição de 2013 supere o recorde estabelecido no ano passado[carece de fontes]. Em 2012, segundo levantamento da ClearSale, empresa especializada em autenticação de compras virtuais, as vendas online do Black Friday somaram R$ 217 milhões, mais que o dobro em relação aos R$ 100 milhões apurados em 2011, quando a ação aconteceu pela segunda vez no Brasil.
E uma das ferramentas que podem ajudá-lo a não cair em roubadas é a lista de sites a evitar, produzida pelo Procon-SP. Atualizada neste mês, a relação saltou de 275 lojas virtuais registradas em abril para 375 neste final de ano. [Veja lista completa aqui]
De acordo com a entidade de proteção ao consumidor, os estabelecimentos listados tiveram reclamações registradas no Procon, foram notificados, mas não responderam ou nem sequer foram encontrados.
Ainda segundo o órgão, a maioria das queixas tem como fundamento irregularidades na prática do comércio eletrônico como, por exemplo, falta de entrega do produto. Esta lista é produzida desde 2011 e é atualizada periodicamente pelo Procon-SP.